Archive for the 'rubros filetes (contínuo)' Category

25
nov
09

Os fios que foram tecidos estão reunidos em Whitman e nas cores em leque de Bernard Buffet.

Le manoir aux ombelles – 1968 - oil on canvas 114 x 162 cm (Bernard Buffet)

“Pensar no tempo… pensar retrospectivamente,

Pensar no hoje.. e nas eras e eras que estão por vir.

 

Teve a impressão que não seguiria em frente? Já teve medo daqueles escaravelhos terrestres?

Teve medo do futuro não ser nada pra você?

 

Será que o hoje é nada? Será nada o passado sem origem?

Se o futuro não é nada, eles podem ser nada também.

 

Pensar que o sol se ergueu no leste…. que homens e mulheres eram ágeis e reais e vivos…. que cada coisa era real e estava viva;

Pensar que você e eu não vemos sentimos pensamos nem fazemos nossa parte,

Pensar que agora e aqui estamos fazendo a nossa parte.

 

Nem um dia se passa.. nem um minuto ou segundo sem um parto ;

Nem um dia se passa .. nem um minuto ou segundo sem um morto.

 

(…)

Pensar que os rios vão transbordar, e a neve cair e as frutas amadurecer .. e agir sobre os outros como em nós agora .. ainda assim não agir sobre nós ;

Pensar em todas essas maravilhas de cidades e países .. e outros se interessando bastante por eles, e nós nos interessando pouco por eles.

Pensar no quanto somos ansiosos quando construímos nossas casas,

Pensar que outros são tão ansiosos quanto .. e nós tão indiferentes.

(…)

O vulgar e o chique …. o que você chama de pecado e o que você chama de bondade..pensar quão grande a diferença ;

Pensar na diferença que continuará parar outros, no entanto jazemos além da diferença.

 

Pensar em quanto prazer existe !

Você sente prazer quando olha pro céu? Sente prazer com poemas?

Você se diverte na cidade? Ou metido em negócios? Ou armando uma indicação e eleição? Ou com sua mulher e a família?

Ou com sua mãe e irmãs? Ou em tarefas femininas? Ou nos lindos cuidados maternais?

 

Tudo isso também flui rumo aos outros …. você e eu fluímos em frente ;

Mas no tempo certo você e eu despertaremos menos interesse neles.

(…)

 

O que tem que ser será bom – pois o que é, é bom,

Interessar-se é bom, e não se interessar também é bom.

 

O céu continua lindo …. o prazer dos homens com as mulheres nunca será saciado.. nem o prazer das mulheres com os homens.. nem o prazer que provém dos poemas ;

As alegrias domésticas, o trabalho, o negócio diário, a construção de casas – eles não são fantasmas.. possuem peso e forma e local ;

As fazendas e os lucros e as safras .. os mercados e salários e o governo.. eles também não são fantasmas ;

A diferença entre pecado e bondade não é aparente;

A terra não é um eco …. O homem e sua vida e todas as coisas de sua vida são bem consideradas.

 

Você não está ao léu .. você se reúne com certeza e segurança ao seu redor,

De você mesmo! Você mesmo! Sempre você mesmo!

 

Não foi pra difundir você que você nasceu de pai e mãe – foi para identificar você,

Não foi pra que você fosse indeciso, mas que fosse decidido ;

Alguma coisa há tempos preparada e informe chegou e se formou em você,

Portanto você está salvo, haja o que houver.

 

Os fios que foram tecidos estão reunidos …. a trama atravessa a urdidura … o padrão é sistemático.

 

Cada um dos preparativos compensaram ;

A orquestra já finou os instrumentos o bastante …. a batuta já deu o sinal.

 

(…)

 

A lei do passado não pode ser suprimida,

A lei do presente e do futuro não pode ser suprimida,

A lei dos vivos não pode ser suprimida… é eterna,

A lei da promoção e transformação não pode ser suprimida,

A lei dos heróis e benfeitores não pode ser suprimida

A lei dos bêbados e dos delatores e das pessoas mesquinhas não pode ser suprimida.

 

Fileiras negras lentamente se movem sobre a terra,

Carregando nortista e sulista… e os que estão no litoral do Atlântico e no litoral do Pacífico e aqueles no meio, e em toda a região do Mississippi …. e sobre toda a terra.

 

(…)

 

As hordas intermináveis de ignorantes e marginais não são uma coisa qualquer,

Os bárbaros da África e da Ásia não são uma coisa qualquer,

As pessoas comuns da Europa não são uma coisa qualquer …. os aborígenes americanos não são uma coisa qualquer,

Um cafuzo ou Crowfoot ou Comanche não são uma coisa qualquer, pessoa imoral não são uma coisa qualquer,

A perpétua sucessão de gente superficial não são uma coisa qualquer,

A prostituta não é uma coisa qualquer …. o zombador da religião não é uma coisa qualquer.

 

Eu devo ir com o resto …. estamos satisfeitos:

(…)

 

Devo seguir com o resto,

Não vamos parar num determinado ponto …. isso não é satisfação ;

Mostrar uma ou algumas coisas boas por um tempo – isso não é satisfação ;

Precisamos ter a raça indestrutível dos melhores, não importa o tempo,

 

Se no entanto tudo terminar em cinzas de estrume,

Se vermes e ratos roerem, então suspeita a traição e morte.

 

Você desconfia da morte? Se eu desconfiasse da morte, morreria agora mesmo,

Acha que eu poderia caminhar feliz e bem-vestido rumo à aniquilação?

 

Feliz e bem-vestido vou,

Não sei dizer pra onde, mas sei que é bom

O universo todo indica que é bom,

Passado e presente indicam que é bom.

 

Que bonitos e perfeitos são os animais! Como minha alma é perfeita!

Como é perfeita a terra, e a coisa mais insignificante sobre ela!

O que é chamado de bem é perfeito, e o que é cahamado de pecado também;

Os vegetais e os minerais são todos perfeitos .. e os fluidos imponderáveis são perfeitos;

Lentamente e com certeza chegaram até aqui, e lentamente e com certeza irão mais além.

 

Oh, minha alma! Se a percebo me satisfaço,

Animais e vegetais! Se os percebo me satisfação,

Leis da terra e dor ar! Se as percebo me satisfaço!

 

Não sei definir minha satisfação .. e no entanto a sinto,

Não sei definir minha vida .. e no entanto a sinto.

 

Juro que agora sei que cada coisa tem uma alma etnerta!

As árvores enraizadas no chão …. as algas marinhas trem …. os animais.

 

Juro achar que só a imortalidade existe!

E  que este estranho esquema é por ela, e a flutuação nebulosa é por ela, e a atração é por ela,

E todo preparativo é por ela ..e a identidade é por ela ..e a vida e a morte, por ela.

 

Walt Whitman – Folhas de Relva [Pensar no Tempo]

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17
nov
09

O amor comeu a fotografia de Anders Petersen.

Violenta substância crescente que violenta os sorrisos, os abraços e as saudações de Anders Petersen, com uma sinceridade que se torna perene e singular a cada clique. Em nós (depois de quilômetros de pele) existe um hospital mental que clama para explodir ou ser aliviado em cores que num fluxo contínuo pigmentam as sensações de preto-e-branco, denunciando a nostalgia que temos de tempos onde o céu agarrava em nossas costas. Somos especialmente possuídos por essa força cósmica que arrebenta os pulmões cheios de poesia. O corpo em suas contrações por euforia e melancolia excessiva. E a mansidão também faz isso.

http://www.anderspetersen.se/AndersPetersenHTML/anderspetersen.html

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Du mich auch 1967-70

Du mich auch 1967-70

Du mich auch 1967-70

Gröna Lund 1973

Gröna Lund 1973

Prison 1984

Venice 1991

Venice 1991

Venice 1991

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Okinawa 1995

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Rome 2005

Rome 2005

Saint Etienne 2005

Saint Etienne 2005

Paris 2006

Retrospective 1966-96

Retrospective 1966-96

FromBackHome 2009

FromBackHome 2009

FromBackHome 2009

31
out
09

Sim, Walt Whitman: “Sempre o amor… Sempre o lacrimejante líquido da vida”

Auguste Rodin & Camille Claudel.

Auguste Rodin & Camille Claudel.

modiglianiandje

Amadeo Modigliani & Jeanne Hébuterne.

“Roland Barthes já observava: o amor é um assunto mais obsceno, para nossos contemporâneos,do que o sexo. Mais incômodo. Mais íntimo. Mais diíficil de dizer, de mostrar, de pensar. Digamos que a sexualidade tornou-se uma espécie de regra, à qual não há como não se submeter. O amor seria antes uma exceção. A sexualidade faz parte de nossa saúde. O amor seria antes uma doença, em todo caso um distúrbio. A sexualidade é uma força. O amor seria antes uma fraqueza , uma fragilidade, uma ferida. A sexualidade é uma evidência; o amor,um problema ou um mistério. Pode-se duvidar, inclusive , de sua existência ou, no mínimo, de sua verdade: e se fosse apenas um sonho, uma ilusão,uma mentira? Se por toda parte existisse apenas o sexo e o egoísmo? Se o amor só existisse, como já sugerida La Rochefoucauld , na medida em que falássemos dele?

(…)Amar é poder desfrutar ou  regozijar-se de algo ou de alguém. É portanto também poder sofrer, já que prazer e alegria dependem aqui, por definição, de um objeto exterior, que pode estar presente ou ausente, dar-se ou recusar-se… “Em relação a um objeto que não é amado, escreve Espinosa, nenhuma querela nascerá; não sentiremos tristeza se vier a perecer, nem ciúmes se cair em mãos de outro, nem temor, nem ódio, nem perturbação da alma…” Estamos longe disso, e basta dizer que o amor nos prende como a ele nos prendemos. Se nada amássemos, nem nós mesmos, nossa vida seria mais tranqüila do que é. Mas é que também já estaríamos mortos.

Não se pode viver sem amor, explica Espinosa, já que é o amor que faz viver: “Em razão da fragilidade de nossa natureza, sem algo de que gozemos, a que estejamos unidos e por que sejamos fortalecidos, não poderíamos existir.” O amor é uma potência – potência de gozar e de regozijar-se – mas limitada. Por isso ele marca também nossa fraqueza, nossa fragilidade, nossa finitude. Poder gozar e poder sofrer caminham juntos, como a alegria e a tristeza, e é o que significa e ao temor, ao gozo e à falta, enfim ao trágico e à insatisfação. (…)

O que é o amor? Espinosa dá esta bela definição: “O amor é uma alegria acompanhada da idéia de uma causa exterior.” Amar é regozijar-se de. Mas, e se a causa faltar? Resta, então, apenas a mágoa ou a falta.

É onde se pode pensar a relação entre duas definições do amor, que dominam toda a história da filosofia. Há a de Espinosa, que já era, no essencial, a de Aristóteles: “Amar, dizia este último, é regozijar-se.” E há em seguida a de Platão, que parece dizer bem o contrário. O amor, para Platão, não é primeiramente um alegria. O amor é falta, frustração, sofrimento: O que não temos, o que não somos, o que nos falta, eis os objetos do desejo e do amor.” São dois amores diferentes, que os gregos designavam por duas palavras diferentes: philia, para a alegria de amar, e eros, para a falta.(…)

(…)A falta e a alegria, Eros e philia, não são menos diferentes um do outro. Eros é primeiro, claro, já que a falta é primeira: vejam o recém-nascido que busca o seio, que chora quando lho retiram… É o amor que toma, o amor que quer possuir e guardar, o amor egoísta, o amor passional; e toda paixão devora. Te amo: te quero. Como este amor seria feliz? É preciso amar o que não temos, e sofrer com essa falta; ou então  ter o que não falta mais (já que o temos) e que por isso amamos cada vez menos (já que só sabemos amar o que falta). Sofrimento da paixão, tédio dos casais. Ou então é preciso amar de outra maneira: não mais na falta mas na alegria, não mas na paixão mas na ação – não mais em Platão mas em Espinosa. Te amo: sinto-me feliz porque existes. Todo casal feliz, e apesar de tudo existem alguns, é uma refutação do platonismo.

Eros é a falta e a paixão amorosa: é o amor que prende ou quer prender. Philia é a potência e a alegria duplicada pelas do outro: é o amor que regozija e compartilha.

Olhem a mãe e o filho. O filho toma o seio: é Eros, o amor que toma, é a própria vida. E a mãe dá o seio: é philia, o amor que dá, graças ao qual tudo continua e muda. Pois a mãe foi primeiro um filho: como todos, começou tomando. Mas aprendeu a dar, pelo menos a seus filhos, e é o que se chama um adulto. No início existe apenas Eros (há apenas o isso, como diz Freud), e talvez disso não escapemos: cada um começa tomando e não pára nunca. Mas, enfim, trata-se de aprender a dar, ao menos um pouco, ao menos à vezes, ao menos àqueles que amamos, àqueles que nos fazem bem ou nos regozijam…

(…)Dar sem tomar? Regozijar-se sem querer possuir nem guardar? Seria philia liberada de Eros, seria o amor liberado do eu, a alegria da falta, e foi o que os primeiros cristãos- quando foi preciso traduzir para o grego a mensagem do Cristo – chamaram ágape, que pode ser traduzido indiferentemente por amor ou caridade. É o amor liberado do eu, e por isso sem fronteira, sem margem, sem limite… Que deles sejamos capazes, duvido muito. Mas, enfim, isso indica pelo menos uma direção, que é a do amor: o amor não é o contrário do egoísmo; é seu efeito, sua foz –  como um rio se lança no mar-, enfim seu remédio ou, como diria Espinosa, sua salvação.

Vais passar toda tua vida a buscar um seio, ou a querer guardá-lo, ou a dele sentir saudades, quando há um mundo inteiro a ser amado?

Nunca se ama demais. Ama-se mal e mesquinhamente. ”

O amor é falta ou plenitude? – André Comte-Sponville

16
out
09

O peso do amor mutila/retorce as mãos e o ventre dos amantes , Egon Schiele.

Canção

O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação

o peso
o peso que carregamos
é o amor.

Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano –

sai para fora do coração
ardendo de pureza –

pois o fardo da vida
é o amor,

mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.

Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor –
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
– não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo
quando negado:

o peso é demasiado
– deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho –

sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

Allen Ginsberg.


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12
out
09

Salvador Dalí bêbado de universo.

“Antes, se lembro bem, minha vida era um festim em que se abriam todos os corações, todos os vinhos corriam.

Uma noite, fiz a Beleza sentar no meu colo. E achei amarga. Injuriei.

Me preveni contra a justiça.

Fugi. Ó bruxas, ó miséria, ó ódio, a vós meu tesouro foi entregue!

Consegui fazer desaparecer no meu espírito toda a esperança humana. Para extirpar qualquer alegria dava o salto mudo do animal feroz.

Chamei o pelotão para, morrendo, morder a coronha dos fuzis. Chamei os torturadores para me afogarem com areia, sangue. A desgraça foi meu Deus. Me estendi na lama. Fui me secar no ar do crime. Preguei peças à loucura.

E a primavera me trouxe o riso horrível do idiota.

Ora, ultimamente, chegando ao ponto de soltar o último basta!, pensei em buscar a chave do antigo festim, que talvez me devolvesse o apetite dele.

A caridade é a chave. – Inspiração que prova que eu estava sonhando!

“Continuarás hiena, etc…”, repete o demônio que me orna de amáveis flores de ópio. “A morte virá com todos os teus desejos, e o teu egoísmo e todos os pecados capitais.”

Ah! pequei demais: – Mas, caro Satã, por favor, um cenho menos carregado! e esperando algumas pequenas covardias em atraso, como aprecia no escritor a falta de faculdades descritivas e instrutivas, lhe destaco estas assustadoras páginas do meu bloco de condenado eterno.”

Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno.

Drinker, 1922 - indian ink and gouache on Ingres paper - 22 x 15 cm - Madrid, Collection The Estalella Brothers.

Drinker, 1922 - indian ink and gouache on Ingres paper - 22 x 15 cm - Madrid, Collection The Estalella Brothers.

Brothels, 1922 - indian ink and gouache on Ingres paper - 22 x 15 cm - Madrid, Collection The Estalella Brothers.

Brothels, 1922 - indian ink and gouache on Ingres paper - 22 x 15 cm - Madrid, Collection The Estalella Brothers.

Untitled. Female Nude on a Palette, 1964.

Untitled. Female Nude on a Palette, 1964.

Untitled (St. John), 1964.

Untitled (St. John), 1964.

09
ago
09

No ventre dos sonhos, o rompimento dos coágulos em cor.

Os filetes de Al Vau Bu Ber Ban Ri To Ty violentando  delicadamente os poros, Marc Chagall.

“O azul me descortina para o dia.

Durmo na beira da cor.

Vejo um ovo de anu atrás do outono.

…………………………………………………

(Eu tenho amanhecimentos precoces?)

………………………………………………….

Cresce destroço em minhas aparências.

Nesse destroço finco uma açucena.

(É um cágado que empurra estas distâncias?)

A chuva se engalana em arco-íris.

Não sei mais calcular a cor das horas.

As coisas me ampliaram para menos.”

Manoel de Barros.

The creation of man - 1956

The creation of man - 1956

Lovers in moonlight

Lovers in moonlight

Three candles

Three candles

Kunstler and his wife

Kunstler and his wife

Lovers on a red background

Lovers on a red background

Lenvol

Lenvol

On the roof of Paris

On the roof of Paris

La branche

La branche

The Dream - 1939

The Dream - 1939

01
ago
09

“Feroz é coração da infância”, Marlene Dumas.

Marlene Dumas - Over Lyken Lopen - 1993, Oil on Canvas 90 x 70cm

Marlene Dumas - Over Lyken Lopen - 1993, Oil on Canvas 90 x 70cm

“Contam que via o demônio e o apontava na parede, alvoroçadamente, como se fora um anjo. (…)Da infância não trouxe no coração uma saudade direta, e tive terror dos mascarados e do batuque dos tambores. (…)Quantas tristezas de sexo precoce eu tive, sentindo, como um alarme, a violência do corpo.”

Paulo Mendes Campos – Video tape da insônia (Cisne de Feltro)