Archive for the 'sensibilizando a retina' Category

23
jan
10

A atmosfera do quarto encantado para ser respirada.

A fotografia de Lynn S K  e os véus líricos  descortinam, paulatinamente, os sonhos virginais que indefinidamente serão sonhados. O ziguezaguear da pele no tecido que ao tocar o tinge de desejos que se abrem em botões já na infância. Que nossos dois corpos sejam embalados infinitamente nos jardins fora da janela e nos jardins interiores. Sim,  para dar seiva aos sonhos que nos desnudam.

http://lynnsk.free.fr/images.htm

In every dream home.

In every dream home.

In every dream home.

In every dream home.

In every dream home.

In every dream home.

Sans Visage.

In every dream home.

Portraits

Young girls summertime.

Young girls summertime.

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05
jan
10

Para que as despedidas sejam tingidas com um preto e branco que transita na corrente sanguínea dos trens e navios de David Plowden.

David Plowden (EUA) e seu vapor de suspiros movendo a máquina que deglute as distâncias dos enamorados. A força desses suspiros (tração) formando ruídos característicos da pele em erupção. Lenços sinalizando a (des)união da carne. Enquanto isso, o navio transita no sangue regurgitado dos ventres das mães. Nas águas límpidas coloridas pelo arco-íris de sentimentos que tingem essa vida e torna os filetes rubros.

http://www.davidplowden.com/

Great Northern Railway "Extra 3387 East" Near Delano, Minnesota (1956) and Great Northern Railway "Extra 3387 East" Near Delano, Minnesota (1956) (close-up).

Canadian Pacific Railway Locomotive Number 2412, Montreal, Quebec (1960) and Denver & Rio Grande Western Railroad, Locomotive taking sand, Chama, New Mexico.

Steamer Kinsman Independent, Duluth, Minnesota (1985) and Steamer Kinsman Independent,unloading cement clinker at Superior, Wisconsin (1985).

Erie Lackawanna Railroad, Westbound "Phoebe Snow" at Scranton, Pennsylvania (1964).

Erie Lackawanna Railroad, Westbound "Phoebe Snow" at Scranton, Pennsylvania (1964).

ps. Erie Lackawanna Railroad recorda a colorida e psicodélica Nichols Canyon de David Hockney. Depois de muitos amores (erodindo), claro.

19
dez
09

A bigorna do desejo enovelando os lábios jasmineiros.

O véu de vento levantando da terra a marrom poeira cósmica que se fixa no rastro da substância em crescimento dos dedos de Johannes Hüppi. Sugar as cores com os lábios débeis unindo a fina pele pulsante no aveludado intrínseco. A percepção sensorial e afetividade (sensibilidade) na delicadeza do contorcer das nucas. Os corpos que dizem depressa demais serão abençoados?

http://www.hueppi.de/Bilder/K%C3%BCsse

17
nov
09

O amor comeu a fotografia de Anders Petersen.

Violenta substância crescente que violenta os sorrisos, os abraços e as saudações de Anders Petersen, com uma sinceridade que se torna perene e singular a cada clique. Em nós (depois de quilômetros de pele) existe um hospital mental que clama para explodir ou ser aliviado em cores que num fluxo contínuo pigmentam as sensações de preto-e-branco, denunciando a nostalgia que temos de tempos onde o céu agarrava em nossas costas. Somos especialmente possuídos por essa força cósmica que arrebenta os pulmões cheios de poesia. O corpo em suas contrações por euforia e melancolia excessiva. E a mansidão também faz isso.

http://www.anderspetersen.se/AndersPetersenHTML/anderspetersen.html

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Café Lehmitz 1967-70

Du mich auch 1967-70

Du mich auch 1967-70

Du mich auch 1967-70

Gröna Lund 1973

Gröna Lund 1973

Prison 1984

Venice 1991

Venice 1991

Venice 1991

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Mental Hospital 1995

Okinawa 1995

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Close Distance 2002

Rome 2005

Rome 2005

Saint Etienne 2005

Saint Etienne 2005

Paris 2006

Retrospective 1966-96

Retrospective 1966-96

FromBackHome 2009

FromBackHome 2009

FromBackHome 2009

07
nov
09

A poeira que a aridez, as saias e o brilho da retina (substância em crescimento) levanta em pinceladas fotográficas.

Joko fazendo todos os corpos se enovelarem pela fusão pupila / esclera que colore a tela pintada pelas lentes. As saias que telegrafam sinais no invisível incolor do vento. O exaustivo trabalho tece redes de pesca em linho cósmico, linho que tece a face das crianças denunciando a fé sem limites que a sedução da infância semeia e faz florescer (mesmo nos cantos mais áridos).

Joko / Madagascar.

http://www.smartcucumber.com/05_photos/joko/mada/jok_mada_1.htm

Femme des plateaux

Femme des plateaux.

androka_04

Androka.

Pêcheurs d'Androka

Pêcheurs d'Androka.

Pêcheurs d'Androka.

Pêcheurs d'Androka.

Androka.

Androka.

Antsirabe

Antsirabe.

Androka.

Androka.

Isalho.

Isalho.

Beheloka.

Beheloka.

Androka.

Androka.

Tulear

Tulear.

Enfants d'Itampolo.

Enfants d'Itampolo.

17
out
09

Mutilação contínua pelo devaneio e o renascimento incessante de Know Hope.

Konw Hope  (Israel) e a residência que faz escorrer corações em colagens e cores no ventre do “O que é real?”.  E quem diria que da seiva bruta esse contorno rubro afunilaria nas duas parte do círculo gordo em fluido. Cores para evitar a desmemória.

“Espero mover  os corações pesados, pelo menos, um centímetro para o lado, por confessar que estou petrificado e em segredo no amor com o mundo”.

Know Hope.

O Oriente Médio de Eduardo Galeano:

http://www.carmichaelgallery.com/artists/knowhope.shtml

Take Only What You Can Carry.
Take Only What You Can Carry.
Keep Your Head Above The Water.
Keep Your Head Above The Water.
Set Out To Anywhere But Here.
Set Out To Anywhere But Here.
The Abundance Of Time.
The Abundance Of Time.
Where We Are At Right Now Is Just Fine.
Where We Are At Right Now Is Just Fine.

The initiation.
The initiation.

The keep sakes of this specific moment, only back then.
The keep sakes of this specific moment, only back then.
16
out
09

O peso do amor mutila/retorce as mãos e o ventre dos amantes , Egon Schiele.

Canção

O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação

o peso
o peso que carregamos
é o amor.

Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano –

sai para fora do coração
ardendo de pureza –

pois o fardo da vida
é o amor,

mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.

Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor –
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
– não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo
quando negado:

o peso é demasiado
– deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho –

sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

Allen Ginsberg.


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